Memorial de Homenagem às Pessoas Escravizadas

Este projeto é uma parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML) e a Djass – Associação de Afrodescendentes e resulta da apresentação, por parte da associação, de uma proposta de criação em Lisboa de um memorial de homenagem às pessoas escravizadas que foi submetida ao Orçamento Participativo de Lisboa (OP) em 2017, tendo sido anunciado como um dos projetos vencedores numa cerimónia pública que decorreu nos Paços do Concelho em 27/11/2017.

O objetivo principal do memorial é prestar tributo à memória dos milhões de africanas e africanos escravizados por Portugal ao longo da sua História, nomeadamente entre os séculos XV e XIX. Uma homenagem às vítimas e resistentes de ontem e de hoje, que pretende promover o reconhecimento histórico do papel de Portugal na Escravatura e no tráfico de pessoas escravizadas e evocar os legados desse longo período na sociedade portuguesa atual, desde a rica herança cultural africana às formas contemporâneas de opressão e discriminação.

Em fevereiro de 2019 o Presidente da CML comunicou à Djass a sua pretensão de retirar o memorial do âmbito do OP, para que a sua concretização não ficasse condicionada aos limites orçamentais do mesmo. 

Assim, em reunião da CML de 26 de junho de 2019 foi aumentada para 150 mil euros (+ IVA) a dotação orçamental para execução do Memorial e confirmada a criação, numa segunda fase, de um centro interpretativo associado, que permita uma contextualização histórica mais aprofundada do memorial e dos temas relacionados e a realização de eventos ligados a esses temas. A disponibilidade de um edifício para acolher o centro interpretativo junto ao Largo José Saramago, resultou na alteração do local para colocação do memorial, inicialmente proposto para a vizinha Ribeira das Naus.

Em junho, a Djass dirigiu convites a cinco artistas africanas/os e afrodescendentes para apresentação de um projeto para o memorial: António Ole, Rosana Paulino, Grada Kilomba, Jaime Lauriano e Kiluanji Kia Henda. Apenas os três últimos apresentaram uma proposta, que foi submetida a votação num conjunto de seis sessões em diversos locais da Área Metropolitana de Lisboa com significativa presença de pessoas africanas e afrodescendentes.

Durante 2019 foram realizadas as seguintes sessões:

7 de Dezembro de 2019, 17h, Biblioteca Municipal do Vale da Amoreira (Moita), em parceria com Câmara Municipal da Moita;

13 de Dezembro de 2019, 18h30, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em parceria com Núcleo de Estudos Africanos e Lusófonos (sessão especial para a comunidade académica africana e afrodescendente).

As restantes quatro sessões foram programadas para 2020.

Tal como aconteceu em 2018, durante 2019 o memorial foi objeto de uma considerável atenção mediática, tendo sido publicados diversos artigos de jornal e peças radiofónicas e televisivas sobre o mesmo, em órgãos de comunicação social portugueses e estrangeiros.

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