Sobre nós

A Djass – Associação de Afrodescendentes é uma organização sem fins lucrativos, constituída em Lisboa a 25 de maio de 2016, com a missão de defender e promover os direitos das pessoas negras e afrodescendentes em Portugal e de combater o racismo em todas as suas formas e dimensões, reivindicando políticas e práticas de igualdade.

O que pretendemos

– Combater e denunciar todas as formas de racismo, invisibilização e discriminação contra pessoas negras e afrodescendentes em Portugal; 

– Promover uma reflexão crítica e abrangente sobre as relações interétnicas em Portugal, de forma a contribuir para a transformação social e para a afirmação positiva das pessoas negras e afrodescendentes enquanto integrantes de pleno direito da sociedade portuguesa;

– Combater a visão eurocêntrica da História, reivindicando o contributo das pessoas africanas na construção do conhecimento, da cultura e da História;

– Incentivar e promover a participação das pessoas negras e afrodescendentes nos processos de tomada de decisão política.

O que fazemos/faremos

– Organização de sessões de debate, reflexão, informação e formação sobre temas associados ao racismo, colonialismo, identidades e relações interétnicas;

– Defesa da inclusão precisa da história e contribuição dos povos Africanos nos currículos e manuais escolares em Portugal;

– Desenvolvimento e apoio a atividades de investigação e investigação-ação sobre temáticas relacionadas com as pessoas negras e afrodescendentes em Portugal;

– Implementação de projetos de intervenção social e educativa, em particular com pessoas e comunidades afrodescendentes;

– Colaboração com organizações congéneres em Portugal e no estrangeiro, através da troca de experiências, organização de iniciativas comuns e do trabalho em rede;

– Organização de iniciativas de divulgação e valorização das identidades e culturas negras e africanas.

 

A nosso projeto enquanto associação é de proporcionar uma nova leitura da colonização, despojá-la de viéses romanceados e de narrativas benevolentes,  e estabelecer uma base discursiva que esteja assente na caracterização real da natureza da opressão portuguesa nos territórios colonizados.

Combater o racismo que amadurece nas instituições, nas mentes adoentadas e estéreis, no pensamento social, nas imagens comerciais, nas estórias ficcionais, nos manuais escolares, no revisionismo histórico, camuflado de verdade, no pensamento científico.

Combater quem controla a emissão do ideário racista e  quem o propaga.

Queremos quebrar os mecanismos de defesa da sociedade portuguesa, e ao fazê-lo, contribuir para a edificação de um sociedade mais inclusiva, mais igualitária, mais tolerante, mais cooperante, mais empática e solidária.

Queremos ainda quebrar o silêncio que acompanha o testemunho do racismo , a invisibilidade a que as pessoas negras e afrodescendentes  estão votadas nesta versão da sociedade

Continuamos a ser retratados de uma forma sombria e monolítica, essencialmente negativa e exoticizante, bastante similar à forma como fomos categorizados e retratados no período colonial.

Esta relutância de atualização da imagem das pessoas negras e afrodescendentes contribui para a perpetuação de estereótipos negativos, para a representação dos bairros e espaços de maioria negra e afrodescendentes como espaços de transgressão, de criminalidade e de violência, associando a pobreza e a precariedade sócio económica à negritude e por conseguinte possibilitando um entendimento caricatural destes mesmos espaços vitais.

É com este pano de fundo elaborado pelos meios de comunicação, entendendo aqui meios de comunicação no seu sentido mais lato, que se cria a legitimização de uma ação repressiva das instituições, como forma de controlar e circunscrever a existência e mobilidade social das pessoas negras e afrodescendentes, contendo-as à margem da sociedade e afastando-as dos centros de poder politico e social.

 

​Juntem-se a nós!

Contamos com a colaboração de todas as pessoas negras e afrodescendentes residentes em Portugal e de todas as pessoas que pretendem dar o seu contributo para uma sociedade mais justa, informada e livre de discriminação. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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